Personalidade, face imutável já o comportamento segue a lua. O ser humano e sua eterna busca, isso torna a Psicologia tão abrangente quanto o simples ato de respirar. Respire com consciência.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O cisne negro - The dark side of the moon

De Teseu e Minotauro, todo mundo tem um pouco, ou muito.

Os Mitos, independente da abordagem, possuem grande significado no mundo analítico e poder entender qual  e como o paciente sintetiza seu mito, é uma excelente e excitante ferramente para descobrir seus fortes e fracos, sua forma de agir e reagir, sua postura, defesas e seus caminho de superação.

Todo mito possui em sua dinâmica, uma analogia com o que vivemos, e saiba, da mesma forma que você é uma pessoa honesta, íntegra, trabalhadora e ciente, existe um lado negro aí. Geralmente possui o mesmo esplendor ou intensidade do lado branco.

No filme "O cisne negro" - aliás, que filme, que música fantástica, a atuação realmente é impressionante... No filme a tendência da bailarina em seguir um molde guiado e sugestionado pela mãe (soltiária aliás), a honesta, a íntegra, a trabalhadora e ciente, a perfeitinha em gestos, posturas e sutileza. Mas... O lado sombrio vem à tona, e quando vem, ele não tem o crivo da perfeição, pelo contrario, é instinto, seu lado bicho, a loucura, que faz temer, justamente por não conhecer e saber lidar.

A bailarinha "branca", delicada como o tema propõe, fiel a seus movimentos e gestos, porém, quando abre-se a porta ao cisne negro, essa se torna insegura, titubeia, cai quando elevada e não é à toa que culpa o parceiro.

O cisne negro surge, com destemor, com agilidade, com eficácia, tomando como um conquistador que vem com o potencial de anos de silêncio e clausura, dança como heroína, é mágico, é forte, sublime, clama e tem nossa identificação.

Finaliza o filme com o vermelho de sangue sobre o branco.

O. lado animal, instintivo e impulsivo, justamente por ser evitado, surge, desponta com uma energia de quem precisa, sem medir consequência, a ponto de cego por seu objetivo, perde a razão, também sua vida.

Numa sociedade que cada dia demonstra mais e mais sua loucura, tá na hora de cair em sí, observar este diabo para poder supera-lo.

Temer o mal o torna mais forte, ignora-lo, inevitavelmente uma hora se apresentará; com o nome de destino.

2 comentários:

  1. Olá Caro Whesler..

    Gostei muito do que vi e li por aqui.

    Em relação ao filme, foi um dos filmes que mais me tocou! Filmaço eu diria.

    Muito bom para uma refexão. A dualidade encontrada em cada um de nós.

    As vezes temos dificuldades em nomear as nossas "sombras".

    E acabamos por viver uma realidade ficticia.

    Bom a gente perder o medo e se olhar. Assim fica fácil a gente se melhorar..isso é, se isso for importante para cada um de nós.

    Cada um tem uma visão de si. Cabe a nós olhar o real.. mas facil não é.
    Mas as vezes necessários.

    Crescer é perder o medo de se olhar!

    Parabéns pelo seu vlog. Voce me verá mais vezes por aqui..

    Forte abraço,

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  2. Whesler, tudo bem?
    pois é, a tal dicotomia humana, ser ao mesmo tempo, Dr. Jeckill e Mr. Hyde.
    Ótimo texto e blog!
    Estou seguindo.
    Grande abraço!

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