De Teseu e Minotauro, todo mundo tem um pouco, ou muito.
Os Mitos, independente da abordagem, possuem grande significado no mundo analítico e poder entender qual e como o paciente sintetiza seu mito, é uma excelente e excitante ferramente para descobrir seus fortes e fracos, sua forma de agir e reagir, sua postura, defesas e seus caminho de superação.
Todo mito possui em sua dinâmica, uma analogia com o que vivemos, e saiba, da mesma forma que você é uma pessoa honesta, íntegra, trabalhadora e ciente, existe um lado negro aí. Geralmente possui o mesmo esplendor ou intensidade do lado branco.
No filme "O cisne negro" - aliás, que filme, que música fantástica, a atuação realmente é impressionante... No filme a tendência da bailarina em seguir um molde guiado e sugestionado pela mãe (soltiária aliás), a honesta, a íntegra, a trabalhadora e ciente, a perfeitinha em gestos, posturas e sutileza. Mas... O lado sombrio vem à tona, e quando vem, ele não tem o crivo da perfeição, pelo contrario, é instinto, seu lado bicho, a loucura, que faz temer, justamente por não conhecer e saber lidar.
A bailarinha "branca", delicada como o tema propõe, fiel a seus movimentos e gestos, porém, quando abre-se a porta ao cisne negro, essa se torna insegura, titubeia, cai quando elevada e não é à toa que culpa o parceiro.
O cisne negro surge, com destemor, com agilidade, com eficácia, tomando como um conquistador que vem com o potencial de anos de silêncio e clausura, dança como heroína, é mágico, é forte, sublime, clama e tem nossa identificação.
Finaliza o filme com o vermelho de sangue sobre o branco.
O. lado animal, instintivo e impulsivo, justamente por ser evitado, surge, desponta com uma energia de quem precisa, sem medir consequência, a ponto de cego por seu objetivo, perde a razão, também sua vida.
Numa sociedade que cada dia demonstra mais e mais sua loucura, tá na hora de cair em sí, observar este diabo para poder supera-lo.
Temer o mal o torna mais forte, ignora-lo, inevitavelmente uma hora se apresentará; com o nome de destino.

Olá Caro Whesler..
ResponderExcluirGostei muito do que vi e li por aqui.
Em relação ao filme, foi um dos filmes que mais me tocou! Filmaço eu diria.
Muito bom para uma refexão. A dualidade encontrada em cada um de nós.
As vezes temos dificuldades em nomear as nossas "sombras".
E acabamos por viver uma realidade ficticia.
Bom a gente perder o medo e se olhar. Assim fica fácil a gente se melhorar..isso é, se isso for importante para cada um de nós.
Cada um tem uma visão de si. Cabe a nós olhar o real.. mas facil não é.
Mas as vezes necessários.
Crescer é perder o medo de se olhar!
Parabéns pelo seu vlog. Voce me verá mais vezes por aqui..
Forte abraço,
Whesler, tudo bem?
ResponderExcluirpois é, a tal dicotomia humana, ser ao mesmo tempo, Dr. Jeckill e Mr. Hyde.
Ótimo texto e blog!
Estou seguindo.
Grande abraço!